Pense Verde

A importância da prevenção ambiental


Nos dias atuais, várias são as organizações que pensam numa sociedade ecologicamente correta. Mas sejamos objetivos: será que todas as empresas, entidades ou até mesmo órgãos públicos tomam atitudes que visam o bem estar e a preservação de nosso meio ambiente?

O tema é polêmico e bastante vasto. A questão ambiental tem tomado, nos últimos anos, grande parte da grade de programação das redes de TV, uma vez que o aquecimento global se mostra cada vez mais presente no planeta. Os últimos relatórios dos encontros mundiais que discutem o meio ambiente são totalmente desfavoráveis, o que nos preocupa muito.

O Brasil, em especial, tem além deste grave problema, outros tantos, o que talvez atrapalhe um pouco os nossos governantes a se dedicarem mais ao meio ambiente. Nossa diversidade de fauna e flora está completamente ameaçada e nós, como sociedade civil organizada, devemos nos empenhar para equilibrarmos o meio em que vivemos. Ou será que vamos ter que pegar em armas para defender nossas águas e nossa Amazônia?

Sim, temos que tomar uma atitude agora e não depois porque o problema existe e é de extrema importância para a sobrevivência de nosso planeta. Portanto vamos nos organizar, milite em qualquer tipo de organização (ONGs, sindicatos, igrejas, partidos, etc...) mas não vamos deixar essa situação para o amanhã senão pode ser tarde demais.

Causas e consequências

Vivemos num mundo cada vez mais interconectado. Graças aos veículos de comunicação e a convergência das mídias, podemos saber o que está acontecendo em várias partes do planeta ao mesmo tempo. Numa época assim, marcada também pela crescente preocupação com o meio ambiente, é fácil nos depararmos com cenas de degradação ambiental que causam repulsa. A percepção do problema é muito maior do que o entendimento da causa, ou seja, vemos e nos incomodamos com as consequências, mas muitas vezes não percebemos que aquela situação trágica é formada pelas nossas próprias atitudes.

A cena de um rio poluído, lotado de garrafas pet, pneus, sacos plásticos e sucata nos remete à lembrança do pescador que içou uma bota em vez dos peixes. Mas não nos preocupamos muito com o fato de jogarmos um toco de cigarro na rua, ou mesmo um papel de bala. Ou, quando estamos com preguiça, em vez de jogar o filete de plástico que sela o maço de cigarros no lixo reciclável - já que ninguém está vendo - jogamos ali mesmo num cantinho.

Quando estamos com pressa é comum estacionarmos em qualquer lugar, sem pensar muito se nossa atitude está prejudicando o tráfego de outros veículos. Mas quando estamos voltando para casa, ou mesmo indo para um compromisso urgente, ficamos revoltados com um engarrafamento provocado por cinco ou seis motoristas que – por estarem com pressa – resolveram estacionar em qualquer lugar sem pensar se estão prejudicando alguém. Ou seja, fizeram a mesma coisa que nós fizemos dias antes.

Preocupamos com o aquecimento global e sabemos que a emissão de gás carbônico, oriundo da queima de petróleo, é um dos fatores que mais contribui para o acúmulo de gases potencializadores do efeito estufa. Mas diariamente entramos sozinhos em nossos carros – que pesam mais de uma tonelada e em geral comportam cinco pessoas - e percorremos um trajeto pequeno em direção ao trabalho, emitindo tranquilamente nossa cota de CO2.

Sabemos muito sobre a importância de economizar a água e de como isso é fundamental para o equilíbrio ambiental do planeta. Mas num dia frio, não resistimos a um banho reconfortante e quentinho. Usufruimos impunemente de uma enorme quantidade água e deixamos o chuveiro ligado por 15, 20 ou até mesmo 30 minutos. Afinal nós merecemos recuperar as energias e nada melhor que um banho quentinho pra isso.

O crescente consumo de energia elétrica gera o inevitável aumento da oferta com a consequente necessidade de construir usinas hidrelétricas, queimar carvão ou petróleo em usinas termoelétricas ou construir usinas de energia atômica. Essa situação é bastante evidente, mas quantas vezes não ligamos a televisão e simplesmente dormimos confortavelmente em nossos sofás. Esquecemos dos problemas ambientais decorrentes do desperdício, embalamos nossos sonhos e ainda culpamos a programação chata dos canais de TV por nosso sono.

Vamos ao supermercado e escolhemos tudo o que há de mais prático, afinal nosso tempo é precioso e devemos aprender a usá-lo com inteligência. Muitas vezes rejeitamos produtos frescos, como frutas e legumes, e optamos por enlatados ou alimentos congelados, sem nos preocuparmos com a qualidade da comida que ingerimos. Consumimos gorduras em excesso e proteínas de menos. E como resistir quando nossos filhos pedem aquelas guloseimas que trazem as figurinhas do Capitão Coragem ou uma miniatura da boneca Princesa do Castelo Encantado?

Os produtos de limpeza são definidos pelo seu poder de resolver o problema. Então compramos limpa vidros, limpa tapetes, limpa sanitários, tira manchas, tira odores, tira graxa, tira opinião de sogra, removedor de gordura, removedor de ferrugem, removedor de mau olhado, detergentes, desinfetantes, amaciantes, sabão em pó, sabão de barra e outros tantos produtos que nem imaginamos sua composição química e os estragos que podem causar ao meio ambiente. Isso quando não compramos desinfetantes e detergentes caseiros, fabricados sem controle e vendidos sem registro.

Na verdade este texto narra nosso cotidiano e é fácil identificarmos nosso comportamento em várias das ações aqui descritas. Não acho que é possível mudar nossos hábitos de uma hora para outra, somos assim porque é mais cômodo, confortável e simples. Mas fica evidente que há necessidade de repensarmos a intensidade de repetição dessas ações e suas consequências para o meio ambiente. Individualmente somos nós mesmos, coletivamente somos um planeta.

Sim, todos nos podemos fazer nossa parte para um mundo melhor, e assim garantir o futuro para nossos filhos, "Pense verde" você também.

Fonte: Humberto Saboya / Eugênio Müller / OpenBrasil.org
Foto: Arquivo OpenBrasil.org


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